Sobre jogos eu penso o seguinte:
Se um jogo é bom a quando da sua data de lançamento, esse jogo é considerado para sempre bom.
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O que é um jogo
bom? Na minha opinião um jogo é considerado bom tendo em conta a época em que se insere e falando apenas da parte técnica (E.G.: gráficos, conceito, etc.).
Obviamente há imensos aspectos que não podem ser olhados de um modo geral.
Por exemplo, tanto o
Pong como o
Half-Life 2 são bons (na minha opinião), o facto de não terem nada a ver um com o outro não implica que, por exemplo, o
Pong seja mau.
Agora quando feita uma comparação directa é natural que o
Half-Life 2 leve a melhor. Mas lá está, tempos diferentes, jogos diferentes. E este tipo de relações pode ser complicada, ou muito pelo contrario: extremamente simples…
Um outro exemplo mais debatido:
Doom 3 e, novamente,
Half-Life 2. A questão aqui não é qual seja melhor, mas sim se são ou não bons. E nesse ponto penso que se pode dizer de ambos que o são de facto. Pois os dois cumprem bem o seu papel e estão ao nível tecnologicamente exigido para algo hoje em dia.
Provavelmente há quem diga que um deles é
9999 vezes superior ao outro, e vice-versa, mas isso são opiniões e comparativos. Longe do conceito que aqui quero transmitir.
Assim, há imensos jogos bons, mas quando decidimos se os vamos jogar ou não é provável que escolhamos outro, que por determinados factores e por comparação pode ser mais aliciante. Isto porque quando em comparação há sempre o conceito de melhor.
Ainda há sempre os nossos gostos pessoais, onde o que é interessante hoje pode não o ser amanhã. Existe sempre a hipótese, de como um amigo meu disse, de ser esquecido com tempo. Eu penso que mesmo nesse caso não podemos considerar que o jogo se torne mau. Continua a ser um bom jogo, apenas ninguém o joga. Porquê? Porque com a evolução vieram jogos que são melhores e possivelmente uma opinião pessoal diferente.
A questão do tempo pode ser dar origem a algo do tipo:
“Quando o jogo saiu eu achava que era bom. Hoje já acho que o jogo é mau, ou pelo menos, não tem interesse.”, ora neste caso o que penso ser correcto é: o jogo era bom e continua a ser bom, apenas há melhor. Aí a separação entre uma qualidade própria do jogo e um comparativo. Para mim esta separação de conceitos nem sempre é simples. Muitas vezes ambígua, mas em toda a percepção que tenho do que é um jogo ela faz sentido.
De tudo isto se pode ficar com uma ideia que é complicado definir com precisão e de forma justa a qualidade de jogo. Tal é a quantidade de parâmetros que muda aos olhos de cada um, bem como a sua importância relativa.
Neste texto apenas tentei passar a ideia do que pode ser considerado atomicamente bom. Como se existisse sozinho no universo. De certo modo não faz sentido, mas ajuda ter uma ideia inicial, básica do que pode ser um jogo por si só.